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PALESTRAS E ENCONTROS

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

VOCABULÁRIO BÁSICO DO CATEQUISTA - LETRA G


O objetivo deste vocabulário é oferecer explicações mais simples de palavras religiosas mais comuns, necessárias para o conhecimento e formação dos catequistas.


GALHETAS – Duas jarras pequenas de vidro, onde se coloca água e vinho, para serem usados na celebração eucarística.
GEENA – Era um vale, lugar onde se queimava o lixo da cidade. O fogo que ardia continuamente nessa grande lixeira passou a ser o símbolo do castigo dos maus.
GENEALOGIA – Quadro de antepassados de uma pessoa ou família. Encontramos essas genealogias, freqüentemente, na Bíblia. Mateus apresenta a genealogia de Jesus centraliza na descendência de Davi (cf. Mt 1,1-17) e Lucas salienta que Jesus é descendente de Adão (cf. Lc 3,23-38) – Jesus é o segundo Adão que salva a humanidade.
GÊNEROS LITERÁRIOS – São os recursos bíblicos que apresentam as formas de expressão comuns entre as pessoas de uma época ou cultura, onde se explica sua maneira de ser, pensar e agir.
GENTIOS – Palavra de origem latina que significa pagão ou idólatra; eram os que não pertenciam à religião judaica. Os romanos a usavam para designar os que não eram romanos. Nos tempos cristãos este termo significava os não-batizados.
GENUFLEXÃO – Gesto de dobrar um dos joelhos, ao entrar na Igreja, diante do sacrário e do Santíssimo Sacramento.
GLÓRIA – Para os hebreus estava associada a Javé enquanto se revela em sua majestade e em seu poder. É o louvor às três pessoas da Santíssima Trindade. No NT está ligado à pessoa de Cristo, Filho de Deus, Senhor da Glória.
GOËL – Em hebraico, quer dizer: o parente próximo que, na falta do pai deve assumir a família (cf Lv 25,47; Rt 2,20; 3,13).
GRAÇA – Favor, bondade. A Bíblia geralmente usa esta palavra para descrever o amor de Deus para com as pessoas. É o favor especial de Deus que torna possível as pessoas serem salvas do pecado. Dom gratuito da salvação; o perdão de Deus (cf. Ef 2,8).

EDUCAÇÃO CONTÍNUA DA FÉ


Dentro da pastoral, a catequese adquire cada dia maior importância e extensão: trata-se de uma catequese contínua que dura por toda a vida dos cristãos.
É necessária uma educação permanente da fé que acompanhe o homem por toda vida, em seu crescimento integral.
A catequese não tem a função de “passar” aos outros um conjunto de verdades definidas. Não se trata de dar fórmulas prontas. A catequese deve possibilitar uma autêntica experiência de vida e de fé dentro de uma comunidade.
Por isso, a catequese não pode ser um ato isolado na vida dos catequizandos que, em geral, são aqueles que se preparam para receber a primeira Eucaristia ou a Crisma. Durante muito tempo a catequese se limitou a preparação imediata aos sacramentos, numa linha quase que exclusivamente doutrinária.

CATEQUESE SÓ PARA RECEBER SACRAMENTOS?
A formação dos catequizandos é dinâmica, porque são dinâmicos os novos valores, os métodos originais, os conhecimentos atuais, o progresso da técnica, a vida que caminha e interroga, o caminhar da Igreja e da catequese, exigindo reflexão e compromisso.
Além destas características a catequese deve apresentar propostas aos problemas concretos da vida, de acordo com a faixa etária dos catequizandos para levá-los ao engajamento na comunidade, numa vivência de fé, aderindo cada vez mais a Jesus Cristo.

Por que uma educação contínua da fé?
Porque a educação contínua e sistemática da fé propõe elementos indispensáveis, como:
· O crescimento explicito na fé centrada em Cristo;
· A re-leitura da realidade;
· O aprofundamento bíblico que leva à vivência evangélica;
· A participação na comunidade, exigindo compromisso social;
· O crescimento da descoberta dos valores humanos, fazendo história, numa linha libertadora;
· A educação para a celebração da fé na liturgia, capacitando para o testemunho de vida.
No processo de educação contínua da fé, tanto na família como nas diversas pastorais da comunidade cristã, as pessoas (crianças, jovens e adultos) aprenderão:
· O sentido do mistério, o gosto pela oração e pelo silêncio;
· A ter senso crítico diante de uma sociedade que da valor àquilo que não tem valor;
· A confrontar a própria vida com a mensagem evangélica, manifestando sua fé com suas palavras e atitudes.
Catequizar não é só ajudar as pessoas a crerem em Jesus Cristo, mas a percorrerem juntos o mesmo caminho que leva à vida plena. A comunidade catequizadora deve acompanhar o caminho dos cristãos, nas diversas faixas etárias, para, juntos, crescerem na fé.
Um dos grandes desafios na catequese, hoje, de modo especial na catequese urbana, é a perseverança e a participação dos catequizandos na comunidade cristã, como exigência de crescimento da fé. Devemos nos preocupar quando muitos dos que se preparam para a primeira Eucaristia ou para o sacramento da Crisma não se sentem motivados a essa educação contínua da fé.

· Refletir que: “O adulto não é um crescido na fé, é um crescente”. Por quê?
· Estamos convencidos que a catequese não é só ensinamento doutrinal? E quais são, então, os elementos importantes que caracterizam, hoje, a catequese?


Fonte: Folheto Ecoando 9 - formação interativa com catequista - Editora Paulus