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PALESTRAS E ENCONTROS

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

DINÂMICAS DE GRUPO NA CATEQUESE

DINÂMICA DE GRUPO (DG), O QUE É?
"Dinâmikos" é a palavra grega que quer dizer: força, energia, ação. quando, em 1994, K. Lewin utilizou essa expressão, seu objetivo era treinar pessoas para comportamentos novos através de discussão e de decisão em grupos, em substituição ao método tradicional de transmissão sistemática de conhecimento.
A DG é uma técnica que ajuda os grupos de forma clara, simples e rápida. O seu objetivo não é o ativismo, mas a ação transformadora no meio ambiente e na sociedade.

ESTRUTUTAS DAS DINÂMICAS DE GRUPO:
a) Objetivo - quando escolhermos uma dinâmica devemos ter bem claro o que se pretende com a aplicação dessa dinâmica.
b) Desenvolvimento da dinâmica - escolher a DG conforme o tema, o número de participantes com suas faixas etárias e o tempo disponível para a sua realização. O bom resultado depende da experiência e da criatividade do coordenador.
c) Avaliação no final da DG - rever a sua aplicação: qual foi o seu objetivo e qual foi o compromisso que ela sugeriu.

QUAL SUA IMPORTÂNCIA?
Usa-se a DG para:
* treinar as pessoas na participação, na experiência grupal, facilitando a comunicação e o desempenho das diferentes tarefas e lideranças;
* expor e aprofundar as reflexões de temas;
* elaborar o planejamento e a revisão;
* perceber e analisar a realidade, fazendo crescer um diálogo comprometedor.

A DG deve dar a oportunidade para:
* criar fraternidade e
* aprofundar as relações humanas.

Não devemos usar DG só para preencher o tempo ou como recreação. O objetivo da DG é mais profundo: é o compromisso grupal.
A metodologia da DG é a de "aprender fazendo", com criatividade. É diferente de "jogos" que servem para divertir e unir as pessoas.

DIFICULDADES E LIMITAÇÕES DA DG
Não devemos considerar a DG como técnica milagrosa. Ela nunca haverá de substituir o esforço pessoal e grupal para melhor viver o espírito fraterno. Lembrar sempre que a DG é um meio e não um fim. seu enfoque e aplicação dependem em grande parte de quem a utiliza.

POR QUE É IMPORTANTE A DG NA CATEQUESE?
Normalmente os catequistas que se interessam pela DG compreendem o valor do trabalho em grupo e da vida comunitária. Sabem que no grupo se aprende a refletir e analisar a realidade.
É no grupo, também, que se adquirem novas energias, frutos da redução de tensões e angústias das pessoas.
Os catequistas compreendem que a fé cristã deve ser vivida em comunidade, porque a fé não é uma simples religiosidade, mas um compromisso com os irmãos.
O ser humano não encontra sentido quando está isolado. Os catequistas realizam-se plenamente quando sentem que fazem parte integrante da comunidade e que dependem da convivência do grupo.

Fonte: Folheto Ecoando nº 29 - formação interativa com catequistas - Editora Paulus.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

CATEQUESE GRUPAL X ESCOLA


Durante muito tempo, os encontros de catequese foram vividos como se fossem aulas de catecismo. Obedeciam a um ritmo de escola e não de evangelização.

Na aula, o professor expõe um conteúdo que deve ser assimilado pelos alunos, com a possibilidade de questionamentos, ou não. Mas nem sempre há conversa entre o professor e aluno.

E nós catequistas, fazemos perguntas ao catequizandos para ouvir a sua opinião ou para induzí-lo a dar a resposta que queremos? Se perguntamos desejando uma resposta conveniente à transmissão do tema, o encontro se torna uma simples aula ou palestra.

No encontro, que sempre é catequese grupal, as pessoas se encontram para troca de saberes. Não é só um que aprende ou que ensina.

Acontece uma verdadeira revolução na catequese quando a relação "professor-aluno" é substituída por um diálogo autêntico entre catequista e catequizando.

Vejamos quais são as maiores diferenças entre uma escola = "aula de catecismo" e uma catequese grupal = "encontro catequético".


AULA DE CATECISMO:

* transmissão integral do conteúdo do livro de catecismo;

* fidelidade total ao conteúdo e às palavras do texto;

* o catequista é transmissor (professor) - é o centro das atenções;

* o catequizando é receptor (aluno), só ouve e assimila o conteúdo;

* a comunicação se dá em perguntas (do catequista) e respostas (do catequizando);

o aprofundamento das relações não é prioridade;

* há relações secundárias entre os catequizandos e, às vezes, até com o catequista;

* formação de grupinhos e amizades até atrapalha o esquema de "aula", pois pode favorecer conversas paralelas e desviar o interesse do tema.


ENCONTRO DE CATEQUESE:

* promove a vivência do amor fraterno no grupo;

* ilumina a vida do catequizando com a fé;

* fidelidade ao catequizando e sua realidade humana, como também à Jesus Cristo e à Igreja;

* o catequista é o animador do grupo, coordena o uso da palavra e estimula a participação de todos, e não é o centro das atenções;

* o catequizando participa ativamente e se compromete com a caminhada do grupo;

* a comunicação acontece em forma de diálogo, em que catequista e catequizando se revezam nos papéis de tranmissor e receptor;

* as relações humanas são as prioridades do grupo;

* há relações primárias - formação de amizades sempre mais profundas, entre os catequizandos e o catequista;

* há o respeito ao outro, numa dinâmica participativa e de corresponsabilidade.


Fonte: Folheto Ecoando nº 28 - formação interativa com catequistas - Editora Paulus.

terça-feira, 1 de junho de 2010

COMUNICAÇÃO NA CATEQUESE

"Toda Bíblia é comunicação/ de um Deus amor, de um Deus irmão/ é feliz quem crê na revelação/ quem tem Deus no coração"

Essa canção é conhecida em todo o Brasil. Ela diz, em outras palavras, o que é dito em Jo 1,14: "E a Palavra se fez carne e habitou entre nós".

Deus assumiu o nosso jeito de viver, comunicou-se conosco, adotando nossos valores humanos, falando-nos em nossa própria "língua".

A Igreja nasce justamente no momento em que os seguidores de Jesus, impulsionados pelo Espírito Santo, saem proclamando as maravilhas de Deus na língua de cada um de seus ouvintes. É a comunicação, é o acontecimento de Pentecostes (At 2,1-13).

Esse episódio, narrado nos Atos dos Apóstolos, resume o processo de comunicação da mensagem de Jesus, a partir da inculturação.



O QUE É INCULTURAÇÃO?

Inculturação é falar e conviver com alguém ou com um povo a partir da cultura dele. Um exemplo simples: não da para falar alemão com pessoas que só entendem o português. Ou falar em português com quem só entende guarani. Para mensagem chegar ao receptor, é necessário falar numa língua que ele conheça.

Mas a inculturação é mais abrangente. Não se refere só a língua que falamos. Refere-se também aos nossos hábitos, atitudes, costumes, opiniões, valores e idéias: toda nossa cultura, todo nosso modo de vida.

Por isso, nós nos comunicamos, também, com atitudes, opiniões, valores e idéias que expressamos de várias formas. A inculturação nos ajuda a realizar uma comunicação mais perfeita.

A Igreja, hoje, vive uma crise de comunicação. Sociedade e Igreja estão falando línguas diferentes. A catequese precisa usar uma linguagem que o povo entenda. Não podemos anunciar a Boa Notícia do Reino numa linguagem tradicional, da época em que o trabalho, a família e a religião eram os princípais valores da sociedade. Não é possível fazer uma evangelização sem aderir aos meios modernos de comunicação. Hoje, os Meios de Comunicação Social (MSC) alcançaram tamanha importância que são para muitos o principal instrumento de informação e de formação, o guia e inspiração dos comportamentos individuais, familiares e sociais. Por isso, a utilização dos meios de comunicação social tornou-se essencial à evangelização e à catequese.



A catequese deve aprender a usar os meios de comunicação disponíveis ao público que deseja atingir:

* com adultos da cidade: televisão, vídeo, rádio, internet, correio, out door, folhetos, impressos, painéis, jornais, revistas, fax, cds e outros;

*com comunidades e famílias: autofalantes, faixas, cartazes, rádios, telefonemas e outros;

*com as crianças: revistas em quadrinhos, vídeos, jogos, fantoches, desenhos animados, cinema, teatrinhos, gincanas e outros.

Estes programas devem ser produzidos com qualidade para atender um público exigente que tem uma mentalidade consumista (gerada do neoliberalismo), desejando produções bonitas, curtas e objetivas.

Fonte: Folheto Ecoando nº27, formação interativa com catequistas, Editora Paulus